Quando o corpo fala e a mente grita: um desabafo sobre burnout, rotina e autoconhecimento
Nos últimos meses, eu me peguei cansado de existir. Não o cansaço físico de um dia longo, mas aquele peso que vem de dentro, que atravessa o peito e se espalha silenciosamente por cada parte da vida. Era como se eu estivesse sempre atrasado — mesmo quando fazia tudo certo. Trabalho, faculdade, contas, responsabilidades, e o papel mais importante de todos: ser pai. Mas ser pai à distância, sem poder estar presente como eu queria, é um tipo de dor que não se explica. É um amor que mora no peito e uma saudade que nunca dorme. Entre uma entrega de projeto e uma reunião, percebi que algo estava errado. Eu não descansava mais. Mesmo dormindo, minha mente corria, tentando resolver problemas que nem existiam ainda. O corpo doía, o coração acelerava sem motivo. E então veio o diagnóstico que ainda não é oficial, mas é uma possibilidade constante: TEA (Transtorno do Espectro Autista) . De repente, tudo fez sentido — e ao mesmo tempo, nada fazia. Comecei a olhar pra minha vida com outros olh...